O problema é o excesso não a escassez

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O problema é o excesso não a escassez? É isso mesmo? Talvez essa seja sua primeira reação quando se depara com esse tema. Se questionar sobre como o excesso pode ser tão prejudicial assim. Afinal melhor ter mais do que ter menos.

Porém, essa questão tem sua justificativa de forma clara e simples, esse tema foi abordado no livro: O óbvio que ignoramos, do autor Jacob Pétry (livro muito bom na minha opinião) no livro o autor descreve um pouco do que isso se refere e como essa afirmação tem um plausível argumento.

A seguir vamos entender o motivo na qual o problema é o excesso não a escassez e como isso poderá te ajudar na hora de tomar decisões.

O problema é o excesso não a escassez. Será?

Quando se trata de excesso temos um leve conceito de que é algo que em muitos casos não são ruins, porém quando ouvimos a palavra escassez, pensamentos automaticamente em coisas ruins antes mesmo de pensar em que casos a escassez teria utilidade.

Isso é simples de entender quando digitamos, por exemplo: Sinônimos de Excesso no google, podemos observar vários sinônimos, como: superabundância, abundância,  monte, exagero, entre outras. Algumas positivas, como outras negativas.

Em contrapartida quando pesquisamos no google: Sinônimo de escassez, podemos observar que todos os seus sinônimos são negativos, vemos desde, ausência, como: carência, carestia, desprovimento, exiguidade, falta, inópia, insuficiência, míngua, parcimônia, privação, dificuldade, indigência, miséria, etc.

Isso já justifica que ambas tem um peso diferente. Porém quando o autor nos mostrar alguns exemplos, podemos categoricamente perceber que a escassez pode ser muito mais relevante do que o excesso em algumas ocasiões. E isso válida ainda mais essa frase que o problema é o excesso não a escassez.

Ele conta a historia de Victor Frankl que foi preso pelos nazistas em 1942 e passou 910 dias preso, passando por várias torturas nos campos de concentração, foi separado da família, sofreu bastante, mais enfim conseguiu sobreviver de tudo aquilo, e contar sua historia, que inclusive foi e é um sucesso mundial.

O autor nos conta também sobre um experimento que ocorreu no inicio do outono de 1971 na faculdade de Stanford, na Califórnia para entender o motivo que fazem as prisões serem tão violentas e desumanas. Esse experimento foi liderado pelo psicologo Philip Zimbargo, a equipe responsável pela experiência, simulou uma prisão no porão do departamento de psicologia da faculdade.

Foram selecionados os participantes na qual aceitaram participar de forma espontânea e em seguida começou o experimento, para da realidade ao experimentos os policiais foram até a casas dos participantes e acusarão os mesmo de assalto a mão armada, em seguida todos foram algemados e levados a delegacia e em seguida para a prisão.

Eles ficaram sobre a supervisão dos agentes penitenciários, pelas câmeras o professor Zimbargo acompanhou todo o experimento e viu um resultado surpreendente. A pesquisa que era estimada para duas semanas foi finalizada em apenas seis dias. Muitos dos participantes perderam o controle, pois estavam sendo tratados de forma bruscas pelos agentes, eram tratados com insultos verbais, entre outras atitudes que acontecem normalmente em uma prisão.

Com isso os participantes começaram a ter problemas de ansiedade, a perder o equilíbrio, muitos começam a desistir e outras apresentarão sérios distúrbios psicológicos.

Nesse ponto, podemos claramente observar o motivo que fez com que o Victor Frankl mesmo passando por situações extremas e reais, conseguiu suporta as torturas e enfim conseguiu a liberdade.  Ele tinha a escassez da escolha, a sua única opção era sobreviver. Diferente dos participantes do experimento do professor Zimbargo que sabendo que tinha mais de uma opção, que seria basicamente desistir ou continuar, ou seja estavam com o excesso de escolha, acabou perdendo o foco e tendo problemas reais mesmo se tratando apenas de uma encenação.

Com isso podemos resumir que quando somos expostos a inúmeras opções quando temos o excesso de alternativas perdemos o foco e o poder de lutar, de conseguir forças, porém quando enfrentamos a escassez, e sabemos que temos uma única opção damos o máximo, conseguimos focar de forma precisa e com isso conseguimos ter mais êxito.

Isso mostra que o problema é o excesso não a escassez, pois os fatos nos demostra isso.

Portanto, tenha sempre a mentalidade que a escassez tem sua singularidade seu lago que pode ser aproveitado, como o excesso também, mas não de forma tão vantajosa como podemos nos deparar.

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Joás Alves

Olá, meu nome é Joás Alves, sou bacharel em produção publicitária e empreendedor digital, uma das minhas mais queridas missões, é compartilhar conhecimento para ajudar no seu crescimento pessoal e profissional.

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